CDU acusa Governo PSD/CDS de sabotagem na construção do novo Hospital Central do Alentejo

Comunistas exigem posição firme da Câmara Municipal de Évora perante atrasos, aumento de custos e transferência de responsabilidades.

A CDU acusou o Governo PSD/CDS de estar a “sabotar a construção do Novo Hospital Central Público do Alentejo”, denunciando atrasos e o agravamento dos custos da obra, numa intervenção realizada na última reunião da Câmara Municipal de Évora. Segundo o comunicado, os comunistas exigem uma “atitude firme da Autarquia” para contrariar os entraves que dizem estar a ser criados pelo Executivo.

De acordo com a CDU, a atuação do Governo PSD/CDS tem sido, desde o início, marcada pela criação de obstáculos à concretização do hospital, “empurrando as suas responsabilidades para cima de outras entidades” e dificultando a adoção de soluções que permitam o avanço da obra. O partido considera que esta postura tem consequências diretas no atraso do processo e no aumento dos custos.

O comunicado aponta ainda dois objetivos políticos por detrás desta estratégia: por um lado, “criar as condições para a crítica às obras públicas e justificar a opção pelo negócio das Parcerias Público-Privadas (PPP)”; por outro, utilizar o hospital como “instrumento de disputa política e partidária”, favorecendo o PSD. A CDU sustenta que um recente despacho da Ministra da Saúde, que delega competências no Secretário de Estado da Gestão da Saúde, confirma estas circunstâncias.

A CDU rejeita igualmente responsabilidades que lhe foram atribuídas no passado, sublinhando que um despacho publicado em dezembro confirma que “as responsabilidades pela obra são do Governo” e que foi a Ministra da Saúde quem “deliberadamente atrasou o processo”, prejudicando o Alentejo e os alentejanos. No mesmo sentido, o partido acusa o Governo de tentar transferir responsabilidades para a Autarquia e para a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central.

Por fim, a CDU alerta que a opção governamental constitui “uma forma de sabotar a construção do novo hospital”, lembrando que nem a Câmara Municipal pode substituir-se ao Governo, nem a ULSAC dispõe de meios técnicos ou jurídicos para gerir uma obra cujo custo “ultrapassa os 200 milhões de euros”. O partido refere ainda problemas por resolver, como expropriações e acessibilidades, incluindo a situação da EN114, e insiste na necessidade de uma posição firme da Autarquia para garantir a rápida conclusão da obra.

Fonte: CDU Évora | Foto: Alentejo 2030

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