Chega propõe transformar antiga rodoviária de Évora em parque de estacionamento

Ruben Miguéis quer pôr fim ao que considera ser um “depósito de sucata” no centro histórico

O cabeça de lista do Chega à Câmara de Évora, Ruben Miguéis, defendeu esta quinta-feira a criação de um parque de estacionamento no edifício da antiga rodoviária da cidade, que acusa de ter sido convertido num espaço de armazenamento de sucata.

Uma cidade Património Mundial, que será Capital Europeia da Cultura em 2027, e tem um depósito de sucata no centro histórico. É inadmissível mais uma vez o que a câmara fez e está a fazer”, afirmou o candidato em declarações à Agência Lusa.

Ruben Miguéis, acompanhado pela número quatro da lista do partido à autarquia, Vera Cavaco, passou a manhã a gravar um vídeo para criticar o alegado uso do imóvel municipal para “guardar sucata”, material que, segundo referiu, inclui carros abandonados recolhidos pela câmara. O vídeo será divulgado nas redes sociais.

De acordo com a Lusa, o candidato sublinhou que o edifício em causa fica “a poucos metros da Praça do Giraldo”, que classificou como a ‘sala de visitas’ da cidade, e reforçou que a escassez de estacionamento no centro histórico é uma preocupação central do partido.

Como alternativa, propõe a criação de um parque pago, com capacidade para “150 a 200 carros”, disponível para residentes e turistas. “Não iria colmatar a falta de estacionamento, mas já ajudaria e muito na parte do centro histórico da cidade”, disse, citado pela Lusa.

Ruben Miguéis rejeitou a hipótese de parques subterrâneos, considerando que os custos seriam demasiado elevados para um município que ainda enfrenta dívidas. “O mais fácil e barato é requalificar o edifício da antiga rodoviária, que, em vez de ser transformado num local para pôr sucata, teria toda a viabilidade de ser um estacionamento e, aliás, entrariam receitas para a câmara”, reforçou.

O candidato do Chega adiantou ainda que pretende requalificar os parques de estacionamento junto às muralhas, como os das Portas de Avis, próximo da Escola Gabriel Pereira, e o da Horta da Porta, encerrado há cerca de um ano e meio. As intervenções, explicou à Lusa, passariam pela aplicação de asfalto — “os parques estão todos em terra” — e pela instalação de sistemas de videovigilância, medida que justificou com a ocorrência de furtos de catalisadores no parque das Portas de Avis.

Fonte: Lusa

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