Évora: pai de jovem agredido na Praça do Giraldo desmente envolvimento de pessoas de etnia cigana e atualiza estado clínico do filho

Nuno Vilaranda, autor literário e militar da GNR em Évora, afasta rumores sobre a origem dos agressores e revela que o filho sofreu uma fratura mandibular, tendo tido alta após decisão médica de evitar cirurgia de risco.

O caso do jovem universitário agredido na Praça do Giraldo, em Évora, continua a suscitar atenção pública, mas também a levantar equívocos que a própria família procurou dissipar. O pai da vítima, o escritor e militar da GNR Nuno Vilaranda, veio a público esclarecer que a agressão não foi cometida por pessoas de etnia cigana, contrariando versões entretanto difundidas.

A agressão, ocorrida na madrugada de domingo, foi inicialmente relatada pelo próprio, num tom de indignação e apelo à justiça: “O meu filho foi barbaramente agredido hoje, na Praça do Giraldo em Évora por um grupo de covardes”, escreveu a 19 de abril, solicitando testemunhos que pudessem ajudar a identificar os responsáveis.

Esta terça-feira, e perante a propagação de informações que considerou incorretas, Vilaranda sentiu necessidade de intervir novamente. Num esclarecimento público, afirmou de forma inequívoca: “a agressão sofrida pelo meu filho não foi perpetrada por um grupo de pessoas ciganas. Repudio qualquer tentativa de associação injusta ou generalização”. Na mesma publicação, sublinhou ainda que recebeu manifestações de solidariedade dessa comunidade, referindo que “várias pessoas ciganas já manifestaram o seu apoio e desejaram rápidas melhoras ao Daniel”.

Paralelamente ao desmentido, Nuno Vilaranda tem partilhado atualizações clínicas sobre o estado de saúde do filho, Daniel, que foi ontem, 21 de abril, transferido para o Hospital de São José, em Lisboa. De acordo com uma das comunicações, o jovem deu entrada na unidade hospitalar com “fortes suspeitas de fratura e deslocamento do maxilar”. Após exames, confirmou-se a gravidade das lesões. Segundo uma atualização do pai, Daniel sofreu “uma fratura do côndilo esquerdo da mandíbula”, permanecendo médica, estável e medicado, enquanto se equacionava a necessidade de intervenção cirúrgica.

Hoje, 22 de abril, a família indicou que foi possível evitar a cirurgia, apesar da complexidade do caso. “Foi decidido não avançar com cirurgia, por apresentar riscos elevados, tendo sido adotada uma abordagem conservadora”, lê-se nas redes sociais de Nuno Vilaranda, que acrescenta que o jovem teve alta hospitalar após acompanhamento pelas equipas de Otorrinolaringologia e Cirurgia Maxilo-Facial.

O pai agradeceu ainda o apoio recebido, sublinhando o impacto das mensagens de solidariedade: “têm sido muito importantes para todos nós, particularmente para o Daniel que continua firme”.

O caso permanece sob investigação da PSP, que identificou vários suspeitos no local, sendo que o agressor já teria abandonado a zona antes da chegada das autoridades.

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