GRITO sem FÔLEGO

O artigo que se segue chegou-nos através de e-mail e é aqui reproduzido na íntegra, sem qualquer edição por parte da redação d’O ALentejo. É da autoria de Said.Eperax.

História de uma acessibilidade é a descrição e consequência de um acesso que tinha dois sentidos de utilização e passou a ter um só sentido sem qualquer prévio escrutínio Em 2023 foi construída uma ferrovia e um viaduto rodoviário superior Anulou-se o acesso público existente com os dois sentidos e construiu-se um novo acesso com um sentido único de entrada Entrada para uma zona de quintas onde vivem 500 pessoas que ficaram aprisionadas no além da nova linha do comboio Esta zona comunitária dista 3/4 km da cidade de que depende O novo acesso liga um caminho municipal a uma estrada nacional O novo acesso foi concebido e construído para ter os dois sentidos como o que existia ou seja o anterior Ainda estão por lá os indícios da sinalização que o comprovam Mas quando estava quase pronto os moradores perceberam que não tinha as dimensões nem a segurança mínimas para os dois sentidos O dono da obra não quis então admitir o erro Então a associação dos moradores apresentou em sede própria uma providência cautelar para parar a obra O dono da obra contestou essa providência cautelar invocando que eram verbas europeias que estavam em causa e prometeu que iria construir um novo acesso com todas as regras regulamentares e com os dois sentidos e que aquele acesso seria provisório  Combinaram então uma reunião conjunta com a câmara municipal com a junta de freguesia e com a associação de moradores Aconteceu assim essa reunião na qual chegaram a acordo e de que resultou uma acta que descrevia e classificava aquele acesso como provisório e que o mesmo passaria a ter um sentido único de entrada e que iriam construir um outro novo acesso até final de 2024 Essa acta previa também o arranjo urgente dos caminhos que estavam perigosamente deteriorados Essa acta não foi assinada por todos os  representantes das entidades presentes mas somente por quem a elaborou Essa acta não foi escrutinada em assembleia geral da associação de moradores Assim os moradores e utilizadores daquela agora só entrada e do caminho de serventia às suas casas e nas deslocações diárias e obrigatórias até à cidade passaram a ser obrigados a percorrer mais 4 km em sentido oposto à mesma cidade através do caminho municipal perigosamente degradado e por outros caminhos sem classificação mas igualmente no mesmo estado de deterioração para poderem sair desta zona perfazendo agora 7/8km até à cidade Acresce ainda que as viaturas maiores onde se incluem com mais preocupação as relativas às dos meios de socorro e de emergência nem todas conseguem entrar neste acesso agravando e não prevenindo a obrigatória segurança de pessoas e bens assim martirizando-as permanentemente com a probabilidade real de acontecimentos de uma catástrofe Perante a situação que nos criaram e impuseram alguns moradores tomaram a iniciativa de se organizar em grupo e têm feito de tudo para se resolver e criar condições dignas e de segurança nestas acessibilidades como contactos, exposições, comunicações, abaixo-assinados, denúncias, manifestos, concentrações e inúmeras reuniões pedidas com as entidades envolvidas já atrás referidas e outras também com outros responsáveis por esta realidade preocupante  Inclusivamente  elaboraram-se e  apresentaram-se soluções de melhoria e mitigação de baixo custo a desenvolver no actual acesso até à feitura do prometido novo acesso Alguns ouvem-nos compreendem-nos dão-nos razão e até demonstram estar connosco mas que não podem fazer nada – que quem pode e deve fazer é a entidade responsável por todas as infraestruturas ferroviárias e rodoviárias deste país que foi quem cometeu o grave e grosseiro erro e quem deve corrigir e atenuar o mesmo criando as condições de segurança obrigatórias e necessárias até à construção do prometido novo acesso/novo viaduto Em 2023 foi prometido para 2024 Em 2024 foi prometido para 2026 E agora na última reunião havida no final de novembro de 2025 foi-nos dito cara-a-cara que não haverá melhorias de mitigação do irregular acesso e em relação ao novo acesso/viaduto já não será para 2026 visto que a nova previsão aponta agora  para 2027/2028. 

Tem-se procurado saber e confirmar sobre as auditorias rodoviárias obrigatórias junto das entidades responsáveis. As respostas que houve foram todas laterais. A do dono da obra foi presencial na reunião de novembro de 2025 mas como não foi precisa e como foi dada e lida visualmente a resposta  a percepção com que se ficou é da sua não efectivação e existência Assim há a percepção alta da sua não existência

Julgamos saber

Precisamos confirmar 

Documentalmente 

Se alguém souber ou souber quem sabe que o diga

Como se lê e se vê continua tudo na mesma

Nas estradas e caminhos pior

QUANDO TUDO SE PASSOU E CONTINUA A PASSAR DESTA FORMA

*QUE FAZER???*

Digam e Ajudemo-nos.

Autor: Said.Eperax

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