Medicina em Évora chumbada. Outra vez.

A3ES aponta falta de hospital universitário e sustentabilidade incerta para chumbar o projeto pela segunda vez em apenas um ano.

A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) voltou a chumbar a criação do curso de Medicina na Universidade de Évora, por considerar que a proposta não cumpre critérios essenciais. Segundo a documentação consultada pela agência Lusa, o regulador considera que a sustentabilidade do programa é incerta, apontando fragilidades graves tanto no que respeita às infraestruturas como aos recursos humanos disponíveis na academia alentejana.

O parecer negativo, que surge em concordância com a Ordem dos Médicos, destaca que o corpo docente é insuficiente e apresenta qualificações desiguais. A agência adverte ainda, em declarações citadas pela Lusa, que existe uma falta de infraestruturas essenciais, nomeadamente um hospital universitário central funcional, e que as instalações de simulação clínica propostas são inadequadas para as exigências da Federação Mundial para a Educação Médica.

A Universidade de Évora ainda tentou contestar a decisão através de um recurso, sugerindo uma acreditação condicionada ao desenvolvimento institucional futuro. No entanto, o Conselho de Revisão da A3ES negou provimento ao pedido, argumentando que o não preenchimento dos requisitos legais para o funcionamento do ciclo de estudos torna forçoso não acreditar o projeto, sem margem para regimes de exceção ou condições.

Este é o segundo revés para a instituição de Évora em pouco mais de um ano, após uma primeira tentativa também reprovada pelo regulador. Na nova decisão publicada esta semana, a A3ES sublinha que as falhas na governação pedagógica e a inexistência de planos de atualização para docentes e alunos impedem a viabilização do curso, mantendo a região sem formação médica universitária no futuro próximo.

Fonte: Lusa

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *