Os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), relativos ao período acumulado até 7 de abril de 2026, indicam que a sinistralidade nos três distritos alentejanos apresenta números expressivos. No conjunto de Beja, Évora e Portalegre, contabilizaram-se 1.640 acidentes. O distrito de Beja lidera no volume de sinistros, com 687 ocorrências, seguido de Évora com 574 e Portalegre com 379. No que toca à gravidade, Portalegre destaca-se pela negativa ao registar cinco vítimas mortais, o que representa 50% dos óbitos ocorridos no Alentejo. Beja somou três mortes e Évora duas, completando o balanço de dez perdas de vida nas estradas da região.

O peso da região no balanço de Portugal e Ilhas
A análise do panorama nacional revela que, até à data mencionada, Portugal registou um total de 41.432 acidentes, resultando em 133 vítimas mortais em todo o território, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Neste contexto, os três distritos do Alentejo contribuem para aproximadamente 7,5% da mortalidade rodoviária total do país. No que concerne aos feridos graves, a nível nacional o número ascende aos 579, dos quais 45 foram registados no Alentejo. Évora apresenta o valor mais alto da região neste indicador, com 16 feridos graves, seguida de perto por Beja com 15 e Portalegre com 14.
Caracterização da sinistralidade por distrito
Ao detalhar a natureza das vítimas, observa-se que o Alentejo contabiliza ainda 303 feridos leves, distribuídos por Beja (126), Évora (94) e Portalegre (83). Embora o volume de acidentes no distrito de Portalegre seja o mais baixo entre os três, a taxa de letalidade é proporcionalmente mais elevada. Em contraste, as Regiões Autónomas apresentam conjuntamente 4 vítimas mortais em 1865 acidentes, um valor inferior ao registado apenas no distrito de Portalegre. No Continente, os distritos de Lisboa e Porto mantêm os volumes mais elevados de sinistralidade, mas os dados do Alentejo reforçam a importância da segurança rodoviária nas vias de menor densidade populacional.
Fonte: ANSR