A gastronomia tradicional volta a ocupar o centro da vida cultural em Montemor-o-Novo com a realização da Quinzena Gastronómica do Borrego, integrada na iniciativa “SMEA – Ao Sabor das Estações 25/26”. Entre 28 de março e 12 de abril, vários restaurantes do concelho apresentam propostas centradas neste produto emblemático, numa celebração que cruza identidade local e sazonalidade.
A carne de borrego, profundamente associada à tradição alentejana e ao período da Páscoa, é apresentada como mais do que um alimento, sendo descrita no comunicado da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo como “um reflexo da nossa cultura, tradição e compromisso com a sustentabilidade”. A criação em pastagens naturais e o respeito pelos ciclos da natureza são apontados como fatores determinantes para a qualidade do produto.
Ao longo destas duas semanas, os estabelecimentos aderentes (consulte a lista aqui) propõem interpretações que vão desde os pratos mais enraizados na tradição, como o ensopado ou o borrego assado no forno, até abordagens mais contemporâneas. A diversidade de receitas reflete não só a riqueza gastronómica do território, como também a capacidade de reinvenção dos cozinheiros locais, que mantêm viva a herança culinária.
Segundo a autarquia, a iniciativa convida a “redescobrir o Borrego de Montemor-o-Novo”, promovendo simultaneamente a economia local e o contacto direto entre produtores, restaurantes e público. A adesão de dezenas de espaços de restauração, distribuídos por várias localidades do concelho, evidencia o enraizamento desta tradição no quotidiano da região.
A lista de participantes inclui restaurantes em Montemor-o-Novo e freguesias como Santiago do Escoural, São Cristóvão ou Ciborro, garantindo uma oferta alargada e descentralizada. Em cada espaço, o borrego assume protagonismo, seja em versões clássicas ou em combinações inovadoras que dialogam com os sabores do Alentejo.
Mais do que um roteiro gastronómico, esta quinzena afirma-se como uma expressão do território, onde práticas agrícolas sustentáveis e saberes culinários se encontram à mesa. A valorização de produtos locais e de métodos de produção tradicionais reforça o papel da gastronomia como património vivo, capaz de mobilizar comunidades e atrair visitantes em torno de uma identidade comum.
Fonte & Foto: Câmara Municipal de Montemor-o-Novo