Editorial

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Do ALentejo para o Henrique Raposo: o Alentejo não cabe numa canção nem numa diatribe

O Alentejo não precisa de “musiquinhas” para se esconder, nem de crónicas iradas para existir. Precisa de ser ouvido com tempo e com método. Precisa que se conte o que dói, sim, mas sem reduzir as pessoas ao seu sofrimento. Precisa que se critique o postal, sem transformar a vida num necrológio permanente. Porque uma região não é um biombo: é um corpo inteiro. E um corpo inteiro tem cicatrizes, tem voz, tem futuro, desde que não lhe roubem a complexidade em troca de uma boa frase.