O Orçamento do Estado para 2026 prevê a transferência de 29,6 milhões de euros para os municípios do distrito de Évora no âmbito do Fundo de Financiamento da Descentralização. Este montante cobre despesas nas áreas da Educação, Saúde, Ação Social e Cultura, refletindo a dimensão dos serviços que passaram para a esfera municipal ao longo dos últimos anos.
Tal como acontece noutras regiões do país, a Educação absorve a maior parte das verbas atribuídas, seguida pela Saúde e pela Ação Social. No conjunto do distrito, estes três setores representam praticamente a totalidade da transferência, enquanto a Cultura surge com valores residuais em apenas três concelhos.

O município de Évora, apenas o 54º no país, é o que recebe a maior fatia do distrito, com 7,59 milhões de euros, concentrados sobretudo na Educação, que representa 6,31 milhões, e complementados por verbas de Saúde e Ação Social. Seguem-se Estremoz, com 2,80 milhões, Montemor-o-Novo, com 2,54 milhões, e Reguengos de Monsaraz, que recebe 2,36 milhões.
Vendas Novas recebe 2,03 milhões, enquanto Vila Viçosa surge com 1,76 milhões. Borba, Viana do Alentejo e Mourão recebem montantes semelhantes, situados entre 1,46 e 1,67 milhões, acompanhados por valores mais reduzidos na área da Saúde.
A parte inferior da tabela é ocupada por Portel, Redondo, Arraiolos e Mora, todos abaixo dos 1,30 milhões de euros. Mora é o município que recebe menos no distrito, com 979,8 mil euros, consequência direta da sua dimensão populacional e do número de equipamentos transferidos para gestão local.
Apesar das diferenças internas, os 14 municípios apresentam uma estrutura semelhante na distribuição das verbas: a Educação domina largamente, enquanto Cultura representa sempre uma parcela mínima, muitas vezes abaixo dos 100 mil euros.
No conjunto, os números traçam um retrato evidente da escala territorial. O distrito reparte entre si cerca de 29,6 milhões de euros num universo nacional próximo de 1,46 mil milhões destinados à descentralização, mas fá-lo com assimetrias internas marcadas: Évora recebe quase oito vezes mais do que Mora e mais do dobro dos municípios que ocupam a metade intermédia da região.