O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, reagiu esta quinta-feira, no início da reunião do executivo, às críticas do deputado do PSD Francisco Figueira, que tinha acusado o município de ter assinado o protocolo das acessibilidades ao Hospital Central do Alentejo “para a fotografia”, sem avanços concretos subsequentes.
Sem alongar-se em considerações políticas, mas assumindo a necessidade de resposta, Zorrinho afirmou que as declarações do social-democrata impunham um esclarecimento público, rejeitando a ideia de inação e sustentando que os procedimentos administrativos foram desencadeados no próprio dia da assinatura do protocolo.
“Eu não gosto de fazer referências pessoais, sobretudo a pessoas que não estão presentes. Tendo em conta a importância política de quem fez essas declarações, tenho que o referir. O Sr. Deputado Francisco Figueira fez algumas declarações dizendo que, enfim, tínhamos assinado o protocolo para a fotografia
e depois tínhamos estado sem fazer nada” começou por dizer, esclarecendo de seguida que “desde o dia em que esse protocolo foi assinado […] nessa mesma tarde, os processos de início foram assinados e foram despoletados”.
O autarca detalhou o estado dos vários dossiês técnicos: o projeto de águas e saneamento já entrou em fase de recolha de pareceres junto das entidades envolvidas, enquanto os projetos de gás, eletricidade e telecomunicações estão em elaboração pelas respetivas entidades. Está igualmente agendada uma reunião com o Secretário de Estado para finalizar a desanexação de um troço da EN-114, passo considerado necessário para viabilizar os acessos.
Foram ainda realizadas reuniões técnicas com equipas de arquitetura para ajustes ao traçado, num processo que Zorrinho enquadrou como parte da preparação da execução.
No plano institucional, o presidente da câmara recordou que o modelo definido no protocolo assenta numa equipa de gestão com quatro entidades, coordenada pelo município, sendo cada intervenção aprovada com base em custos estimados e executada pela autarquia mediante garantia de ressarcimento integral.
Zorrinho admitiu também que poderão vir a ser incluídas intervenções não previstas inicialmente, decisão que dependerá de deliberação em reunião de câmara e de um eventual aditamento ao protocolo.