Encerramento de Extensões de Saúde em Montemor-o-Novo gera protesto da autarquia

A Câmara Municipal de Montemor-o-Novo exige a reabertura imediata dos postos médicos em quatro freguesias rurais, classificando o fecho destas unidades como um ataque ao direito à saúde.

O encerramento das Extensões de Saúde de Silveiras, S. Cristóvão, Cortiçadas de Lavre e Cabrela motivou uma tomada de posição pública por parte da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo. A autarquia denuncia que estas suspensões de serviço, embora apresentadas como temporárias, afetam as populações mais distantes da cidade e com menores recursos. Segundo a fonte, a falta de médicos é uma realidade persistente que agora culmina no bloqueio total do acesso local a cuidados básicos.

A edilidade considera a situação inaceitável e afirma, em comunicado, tratar-se de um “atentado ao direito à saúde” consagrado na Constituição. Para o município, esta medida serve para descredibilizar o SNS, sendo descrita como a “maior ofensiva desde a sua criação”. Perante este cenário, a câmara exige ao Governo e aos responsáveis do setor o “respeito pelas populações daquelas freguesias” e a reposição urgente dos serviços públicos de proximidade.

O documento aponta ainda situações que a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo qualifica como “caricatas e ridículas”, referindo o caso de S. Geraldo. Nesta localidade, o posto médico foi encerrado, mas os profissionais de saúde junto à unidade para prestar serviço no Ciborro. Esta organização obriga os utentes de S. Geraldo a deslocarem-se para fora da sua freguesia para obterem auxílio, o que a autarquia considera uma falha grave de planeamento.

A preocupação estende-se ao Serviço de Urgência Básico, com o município a notar que volta a falar-se da “possibilidade de encerramento” desta valência. A autarquia recorda que, no passado, a pressão dos munícipes foi fundamental para manter as urgências abertas durante 24 horas. O executivo municipal reforça que não aceitará o abandono das zonas rurais, onde a baixa mobilidade dos idosos torna estas unidades de saúde absolutamente vitais.

Para travar o desinvestimento, a autarquia garante que avançará com as medidas necessárias, incluindo a “mobilização de utentes e populações” para denunciar os encerramentos. O município reitera a exigência de “imediata reabertura e funcionamento integral” de todas as extensões agora sem atividade. O foco da contestação mantém-se na defesa da equidade territorial, garantindo que o direito à saúde não dependa da localização geográfica dos cidadãos.

Fonte & Foto: Câmara Municipal de Montemor-o-Novo

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