O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português apresentou um aditamento ao Orçamento do Estado para 2026 para obrigar o Governo a iniciar os procedimentos necessários à construção do IC33 entre Sines e Évora, uma ligação que os deputados consideram essencial para cumprir o Plano Rodoviário Nacional 2000 e responder às necessidades de mobilidade no Alentejo.
A proposta, assinada por Paulo Raimundo, Paula Santos e Alfredo Maia, determina que o traçado seja desenvolvido “com perfil de autoestrada, sem custos para os utilizadores”, estabelecendo assim um critério claro sobre o tipo de infraestrutura pretendida. A iniciativa foi formalmente entregue na Assembleia da República a 5 de novembro de 2025.
Na nota justificativa, o PCP descreve a situação rodoviária atual: há um troço já com perfil de autoestrada entre Sines e Santiago do Cacém; entre Santiago do Cacém e a A2, em Grândola, a ligação mantém um “perfil simples”; e, a partir desse ponto, até Évora, “não existe uma ligação direta”. Esta fragmentação, defendem os proponentes, limita o potencial económico e logístico da região, sobretudo num momento em que avança a construção da ligação ferroviária Sines-Caia.
Esta proposta é uma entre as mais de 2.100 alterações apresentadas ao Orçamento do Estado para 2026, das quais mais de 500 são do PCP. O documento orçamental foi aprovado na generalidade com os votos favoráveis do PSD e CDS, a abstenção de PS, PAN e JPP, e os votos contra de Chega, PCP, IL, Livre e BE.
As votações na especialidade arrancam a 20 de novembro, estando a votação final global agendada para o dia 27.