Alunos da Universidade de Évora às turras: Seistetos rejeitam acusações da AAUE e denunciam “campanha de difamação” após XI Badalo

Grupo académico nega agressões ao vice-presidente da associação e admite falhas de segurança.

O Grupo Académico Seistetos (G.A.S.) rejeita as acusações que motivaram o seu afastamento dos eventos da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE) e apresenta uma versão alternativa dos incidentes ocorridos durante o festival XI Badalo, realizado em Évora na semana passada.

Num comunicado divulgado esta sexta-feira, 20 de março, o grupo nega ter agredido o vice-presidente da associação e acusa a AAUE de ter avançado publicamente sem ouvir a sua versão dos factos, classificando o caso como “uma campanha de difamação destinada a manchar o bom nome do G.A.S.”.

A reação surge depois de a AAUE ter anunciado, a 14 de março, a exclusão dos Seistetos de todas as iniciativas que organiza, por tempo indeterminado. Na altura, a associação invocou alegadas agressões a estudantes e enquadrou a decisão como uma medida de defesa da segurança e dos valores académicos.

Na versão agora tornada pública, os Seistetos afirmam que foram alvo de incidentes no próprio evento. O grupo refere que, “nas passadas noites de 12 para 13 e 13 para 14 de março, […] sofreu ataques de origem pessoal na decorrência do festival XI Badalo”, acrescentando que as situações começaram com o desrespeito pelas regras do recinto.

Segundo o comunicado, esses comportamentos escalaram para episódios mais graves, incluindo “altercações, agressões e atos de vandalismo que causaram danos materiais” em equipamentos utilizados no evento, nomeadamente máquinas de cerveja.

O grupo admite, ainda assim, falhas na resposta. “Lamentamos a falha na segurança e tomaremos as medidas necessárias para que não se volte a repetir em eventos futuros”, lê-se no texto.

O G.A.S. sustenta que os autores dos desacatos foram identificados e que existem testemunhas e outros elementos de prova, incluindo alegadas tentativas de intimidação e provocação. Acrescenta que essas pessoas terão tido acesso ao recinto através de convites enviados à AAUE, sendo descritas como membros dos órgãos sociais da associação. Com base nesses elementos, afirma que tomou e tomará “todas as providências jurídicas adequadas”.

No plano institucional, os Seistetos manifestam “profunda indignação” pela nota de repúdio da AAUE e acusam a direção de não ter promovido qualquer processo de esclarecimento prévio. O grupo refere uma tentativa de contacto com a presidente da associação no dia 13 de março que, segundo afirma, não teve seguimento.

O comunicado acrescenta ainda críticas à atuação da AAUE nas redes sociais, alegando que foram ocultadas manifestações de apoio ao grupo. Segundo os Seistetos, terá havido “tentativa de suprimir quaisquer formas de manifestação de apoio […] através da ocultação de comentários”.

Um dos pontos mais sensíveis prende-se com as alegadas agressões ao vice-presidente da AAUE. O grupo rejeita de forma categórica essas acusações, afirmando que “tais alegações são falsas” e reiterando que fazem parte de uma estratégia para desviar atenções dos acontecimentos ocorridos no festival.

O comunicado contesta também a ligação feita pela AAUE a conflitos anteriores entre as duas estruturas, nomeadamente à ausência dos Seistetos na última Receção ao Caloiro. Segundo o grupo, essa decisão resultou de divergências económicas e não tem relação com os episódios do XI Badalo.

Apesar da escalada do conflito, os Seistetos afirmam valorizar o diálogo institucional, mas estabelecem uma condição para o retomar. O grupo garante que “apenas retomará a tentativa de diálogo com a AAUE quando este for mediado por outras instituições competentes”.

Fontes: Facebook AAUE, Facebook Seistetos

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