Apesar das recentes polémicas relativamente à cedência do estádio por parte do Juventude SC ao Lusitano GC para uns hipotéticos quartos de final da Taça de Portugal contra o SC Braga, a verdade é que, amanhã, 27 de dezembro, pelas 14h, ainda se jogam os oitavos contra o AD Fafe e o Campo Estrela é o grande palco desta eliminatória. E a ambição é clara: vencer e seguir em frente na prova-rainha, apesar do momento menos positivo no campeonato.
Do banco chega a confirmação de que o grupo está ligado à corrente. Em declarações difundidas pelas redes sociais do clube, Pedro Russiano descreve uma semana de trabalho a “100%”, marcada pelo Natal, mas sustentada em “sacrifício, espírito de luta e entreajuda”, frisando que este conjunto de jogadores “tem feito já história desde a época passada”. O treinador assume que as exigências entre campeonato e Taça são elevadas, mas insiste que a ambição permanece intacta e que a equipa quer dar continuidade ao que construiu na época anterior.
Sobre o adversário, o respeito é total. Russiano define o Fafe como “um histórico do futebol português”, “uma excelente equipa” e “possivelmente o maior orçamento da Liga 3”, suficientemente experiente para também sonhar com os quartos de final. Ainda assim, o técnico lembra que o Lusitano sabe “do que vale” no Campo Estrela e que jogar em casa confere um “favoritismo” natural, reforçado pelo apoio de uma massa adepta que o treinador quer ver pintar o estádio de verde e branco para empurrar a equipa rumo a mais uma página histórica na Taça de Portugal.
Em campo, há também uma meta individual em jogo. Diogo David pode tornar-se o melhor marcador de sempre do Lusitano numa só edição da Taça, mas recusa colocar o foco em si próprio. “Fazer este objetivo pelo Lusitano é um sentimento de orgulho, quero muito lá chegar, mas o mais importante é passarmos a eliminatória e é nisso que estamos focados”, sublinha, lembrando que o estatuto pessoal só fará sentido se vier acompanhado da qualificação para os quartos.
O avançado realça ainda o peso do contexto e do percurso recente na prova. A equipa, garante, está “com o pensamento positivo”, consciente de que é “o segundo ano que chegamos às oitavas de final” e que se trata de um “momento histórico também do clube”. Jogar em casa é visto como um trunfo decisivo: Diogo fala na força dos adeptos e na importância de atuar “na nossa muralha”, perante a cidade e o público que acompanha o Lusitano em todo o lado.
Fonte & Foto: Facebook Lusitano GC