“O Fio da Terra” leva a arte têxtil contemporânea à Feira de Garvão

Exposição internacional destaca a lã portuguesa como património cultural e recurso sustentável.

A Feira de Garvão, no concelho de Ourique, recebe entre 8 e 10 de maio a exposição internacional “O Fio da Terra”, uma proposta que cruza tradição rural e criação contemporânea. A iniciativa reúne artistas nacionais e estrangeiros em torno da lã portuguesa, material que serve de fio condutor a um percurso sensorial e imersivo, onde se explora o seu ciclo completo, desde a criação de ovelhas até à transformação em fio.

Segundo a Associação ATALAIA, Artes, Cultura e Património, responsável pela divulgação da iniciativa, a exposição “propõe um percurso imersivo pelo ciclo da lã”, convidando o público a contactar diretamente com práticas tradicionais que permanecem enraizadas no território. A dimensão contemporânea surge através de obras de criadores como Ana Soromenho, Cláudia Moreira, Rian van Dijk, Annie Veldkamp e Barbara Farber, refletindo “diferentes abordagens artísticas que cruzam tradição, inovação e consciência ecológica”.

O programa integra ainda momentos de encontro e reflexão, com destaque para o dia 9 de maio. Durante a manhã, realiza-se um encontro de pastores em traje tradicional, evocando práticas ancestrais ligadas à pastorícia. À tarde, o colóquio “A Lã Portuguesa: da Terra ao Mercado” reúne especialistas como Rosa Pomar, Miguel Madeira e Vera Matos, num debate que procura contextualizar o valor económico e cultural deste recurso.

Com curadoria de Lídia Serra, “O Fio da Terra” afirma-se, nas palavras da organização, como “um espaço de encontro entre práticas rurais e criação contemporânea”, sublinhando o papel da lã enquanto elemento identitário e sustentável. A entrada é livre.

Fonte & Grafismo: Associação ATALAIA, Artes, Cultura e Património

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