Francisco Figueira recorreu esta quarta-feira às redes sociais para deixar críticas diretas às políticas culturais em Évora, evocando o passado para questionar o presente. Ao recordar imagens históricas do seu espólio, o deputado do PSD pelo círculo de Évora sublinha que já passaram “135 anos, três regimes e 50 anos de poder local democrático” desde a inauguração da única sala de espetáculos de verdadeira dimensão na cidade.
Na publicação, o social-democrata aponta o dedo aos sucessivos executivos municipais, afirmando que, ao longo de meio século de democracia, todos os presidentes de câmara falaram “à ‘boca cheia’ de Cultura”, mas que essas declarações não tiveram tradução prática. Segundo escreve, foram “palavras inconsequentes”, apesar dos montantes investidos ao longo das décadas.
Francisco Figueira refere ainda o processo da Évora_27, considerando que o projeto esteve “660 dias sem direção e sem rumo”, acusando os responsáveis políticos de manterem o discurso cultural sem resultados estruturais para a cidade. A crítica centra-se na ausência de novas infraestruturas, numa altura em que o Teatro Garcia de Resende continua a ser a principal sala com dimensão relevante.
“Em 50 anos, nem uma sala de espectáculos condigna foram capazes de erguer. Nem uma!”, escreve o deputado, defendendo que “chegou a hora de sermos consequentes”. A mensagem termina com um apelo à representação de quem “merece ter voz, e uma voz forte”, assumindo a Cultura como tema político central na agenda distrital.

Fonte & Foto: Facebook Francisco Figueira