Elvas prepara-se para receber, de 27 a 29 de março, o Festival Património Sonoro, uma iniciativa que cruza música, artes e património e que pretende reforçar o posicionamento cultural da cidade no contexto alentejano. No comunicado de apresentação, a Vila Galé descreve o encontro como uma proposta que “transforma a cidade num palco vivo de música, artes e património”, associando a programação à valorização da identidade cultural regional.
Ao longo de três dias, o festival distribui-se por vários momentos que vão da música erudita ao jazz, do fado à reflexão sobre repertórios portugueses, convocando também outras linguagens artísticas. A mesma nota sustenta que, “mais do que um evento musical, o Património Sonoro afirma-se como uma celebração do património histórico e cultural da região”, numa formulação que enquadra o certame como uma experiência de fruição artística, mas também de ligação à memória e ao território.
O programa arranca a 27 de março com o concerto inaugural, “Por Terras de Portugal e Espanha”, às 21h00, por Irene Lima, no violoncelo, e António Rosado, ao piano. Segundo o programa, a atuação propõe “uma viagem pelo sul da Europa no virar do século XIX para o século XX”, passando por obras de Luís de Freitas Branco, Claude Debussy e Manuel de Falla. Nessa mesma noite, às 23h00, sobe ao palco o Vasco Pimentel Trio com Walkabout, apresentado como “uma viagem de autodescoberta em direção a uma identidade musical”.
No dia 28, o festival adensa a relação entre música e pensamento, com a sessão “Luís de Freitas Branco e o Alentejo – Música em Diálogo”, conduzida por Ana Telles às 16h30, seguindo-se, às 18h00, o momento “Surpresa, transformação e contraste… Música e poesia”, com Camila Mandillo e Filipe Gaio Pereira. A programação dessa sexta-feira culmina, às 21h00, com Cuca Roseta, num concerto anunciado sob o título “Vozes ibéricas”, uma das presenças mais mediáticas do cartaz.
O encerramento, a 29 de março, amplia o alcance geracional e patrimonial do festival. A manhã começa com “Três Séculos de Música Portuguesa – Música em Diálogo”, por José Carlos Araújo, e inclui depois um apontamento dedicado às Roncas de Elvas, descritas no programa como um instrumento originário da cidade e parte da sua tradição. À tarde, a Orquestra Foco apresenta “A Suite dos Pequenos – Música para os mais novos…”, antes do concerto de encerramento, “O Sublime em Música”, com o Quarteto Tágide, Cecília Rodrigues e Irene Lima.
Além da programação artística, a organização disponibiliza bilhetes diários, passe para os três dias e pacotes com alojamento, com preços diferenciados para hóspedes e público em geral. De acordo com a Vila Galé, os bilhetes diários custam 15 euros para hóspedes e 25 euros para passantes, enquanto o passe geral varia entre 45 e 60 euros; já os packs com duas noites de alojamento e acesso aos três dias começam nos 154 euros por pessoa, em quarto duplo.
Fonte & Grafismo: Vila Galé Hotéis