Já fez a inspeção ao seu veículo? A poucos dias do fim de março, os dados mais recentes apontam para 782 infrações registadas nos distritos de Évora, Beja e Portalegre desde o início do ano, por falta de inspeção obrigatória. No conjunto do país, a Guarda Nacional Republicana detetou 17.073 situações até dia 23, segundo informação divulgada no sítio oficial.
Entre os três distritos alentejanos, Évora lidera com 338 autos, seguida de Beja, com 223, e Portalegre, com 221. Os valores não acompanham a dimensão dos grandes centros urbanos, mas revelam uma presença contínua deste tipo de infração numa região marcada por longas distâncias e forte dependência do transporte individual.
No plano nacional, o contraste mantém-se evidente: Porto (2.614) e Lisboa (1.751) concentram uma parte significativa das ocorrências, refletindo a intensidade do tráfego e a densidade populacional.
A GNR sublinha que muitos dos casos dizem respeito a veículos que “não foram submetidos às inspeções periódicas obrigatórias”, mas também a situações em que não houve verificação após acidentes ou avarias graves em sistemas essenciais como travagem, direção ou suspensão. Neste contexto, o estado do veículo assume um papel central na prevenção rodoviária, sendo considerado um critério relevante no patrulhamento.
2025: Alentejo manteve padrão de incumprimento
O cenário agora identificado prolonga uma tendência já visível no ano passado. Em 2025, foram registadas 72.770 infrações em todo o território nacional, o equivalente a cerca de 200 casos por dia.
Também nesse período, os distritos alentejanos apresentaram números consistentes: Évora somou 1.563 autos, Beja 1.331 e Portalegre 978. Ainda que distantes dos totais de Porto (10.212) e Lisboa (8.117), que em conjunto representaram cerca de um quarto das infrações, os dados confirmam que o incumprimento atravessa diferentes realidades territoriais.
A fiscalização da inspeção automóvel integra uma estratégia mais ampla de sensibilização e controlo. A GNR tem reiterado que o objetivo passa não apenas por sancionar, mas também por reforçar a importância de cumprir prazos e garantir condições técnicas adequadas, num contexto em que a segurança rodoviária depende, em grande medida, do estado dos veículos em circulação.
Fonte: GNR