Laboratório da ACOS em Beja sobe a fasquia na análise de azeite

Instalação da ACOS renova acreditação do IPAC, passa a avaliar aroma e sabor do azeite virgem e alinha métodos com o Conselho Oleícola Internacional.

O Laboratório de Química e Análise Sensorial da ACOS, em Beja, reforçou a sua posição no setor oleícola com a renovação da acreditação emitida pelo IPAC para as análises químicas que já realizava a azeite e azeitona, e com a extensão desse reconhecimento a novos ensaios e à componente sensorial de azeite virgem. Segundo o comunicado da associação, os métodos agora acreditados são os métodos de análise de azeite adotados pelo Conselho Oleícola Internacional (COI), o que aproxima o laboratório das exigências aplicadas nas principais praças internacionais.

A vertente de análise sensorial, a mais recente valência do Laboratório, teve já aplicação prática na campanha olivícola de 2025-2026. O trabalho foi assegurado pelo Painel de Provadores da ACOS, criado em colaboração com o CEBAL, o Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar. No comunicado pode ler-se que a “análise sensorial de azeite virgem – a valência mais recente do Laboratório – já esteve em funcionamento na campanha olivícola de 2025-2026”, acrescentando uma dimensão organolética ao controlo de qualidade tradicionalmente centrado na química.

Do lado das análises químicas, a ACOS destaca que os novos ensaios acreditados – entre eles ésteres etílicos, ceras e esteróis, incluindo eritrodiol e uvaol – permitem uma leitura mais fina da qualidade e da pureza do azeite virgem. De acordo com o comunicado, estes parâmetros “contribuem para avaliar com mais detalhe a qualidade e pureza das amostras de azeite virgem”, oferecendo aos produtores e embaladores informação técnica que apoia a classificação do produto e a sua valorização comercial.

Em funcionamento desde 2012, o Laboratório de Química da ACOS recebe amostras de azeitona, azeite, bagaço de azeitona e óleo de bagaço provenientes de várias regiões do país e também de outros Estados da União Europeia. As análises à azeitona ajudam a determinar o momento adequado para a colheita e permitem acompanhar, ao longo da campanha, o rendimento e a acidez, enquanto as análises ao azeite servem para aferir a sua qualidade e pureza, o que possibilita a classificação nas categorias de azeite virgem extra ou virgem, conforme as regras em vigor.

A associação informa ainda que decorre o processo de pedido de reconhecimento pelo Conselho Oleícola Internacional para análise sensorial e química, um passo que pretende consolidar o laboratório como estrutura de referência técnica para o azeite produzido em Portugal e na região.

Fonte: ACOS

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