A Universidade de Évora (UÉvora) celebrou, no dia 10 de novembro, cinquenta anos sobre a primeira aula do Instituto Universitário de Évora (IUE), momento fundador da instituição moderna. A cerimónia decorreu no Auditório Nobre do Colégio do Espírito Santo, sob o tema “A Matemática na origem”, e evocou o papel essencial da Universidade na coesão territorial e no desenvolvimento do Alentejo e do país.
A reitora Hermínia Vasconcelos Vilar sublinhou a importância de assinalar este marco, por representar “o início de um caminho que correspondeu a um desejo antigo de refundação da Universidade em Évora”. A responsável lembrou que o Instituto Universitário antecedeu a criação da atual Universidade, em 1979, e afirmou que “a Universidade é, e espero que continue a ser, o elemento âncora na cidade e no território”.
Destacando a ligação da instituição ao Alentejo, Hermínia Vasconcelos Vilar defendeu que “a coesão é uma palavra e um conceito estruturais quando se quer pensar o futuro de um território e de um país”, realçando o papel do ensino superior no combate às desigualdades regionais.
Entre as intervenções, Fernando Carapau, diretor da Escola de Ciências e Tecnologia, evocou a sua ligação à casa, lembrando que “formámos gerações de matemáticos que enriquecem o país e marcam presença nos PALOP”. Já Luís Grilo, diretor do Departamento de Matemática, recordou que “a Matemática esteve na origem da UÉvora e continua a colaborar com praticamente todos os departamentos”.
A sessão contou ainda com testemunhos de antigos docentes e alunos, entre os quais o Professor Emérito Carlos Braumann, que lecionou a primeira aula do Instituto Universitário de Évora, em 1975, e de António Duque Fonseca, aluno da primeira turma de Produção Animal.
Cinco décadas depois, a Universidade de Évora reafirma-se como um motor de conhecimento, inovação e coesão territorial, celebrando não apenas a memória, mas a continuidade de um projeto que une tradição e futuro.
Fonte & Foto: Universidade de Évora