Zarębski Piano Duo inaugura a nova temporada do Festival Terras sem Sombra em Arronches

A abertura do Festival Terras sem Sombra reúne expressões distintas do território alentejano, da música ao património vivido na raia, num fim de semana que valoriza a criação no feminino.

Arronches recebe, nos dias 28 de fevereiro e 1 de março, o arranque da 22.ª temporada do Festival Terras sem Sombra, este ano subordinada ao tema «“Alegres Campos, Verdes Arvoredos”: Música e Biosfera (Da Idade Média à Criação Contemporânea)». Em parceria com o Município local, o TSS leva à vila raiana um programa que cruza música, património e biodiversidade, assinalando também o ano em que a Polónia é o País Convidado do festival.

A noite de sábado, às 21h30, centra-se no concerto «Um Piano, Quatro Mãos: Obras de Compositoras Polacas e Portuguesas dos Séculos XX-XXI», na igreja matriz de Arronches, Monumento Nacional. O ensemble polaco Zarębski Piano Duo, formado por Grzegorz Mania e Piotr Różański, apresenta um programa dedicado à criação musical no feminino, com peças raramente escutadas, numa homenagem que o Terras sem Sombra destaca como um dos momentos mais singulares desta abertura.

Ainda no sábado, às 15h, a proposta de património conduz participantes por «Raia, Identidades e Contrabando: A Fronteira Invisível», numa ação que une Arronches a La Codosera, em Badajoz. A visita parte da igreja de Nossa Senhora da Esperança e segue até ao Marco, onde se encontra a mais pequena ponte internacional do mundo, com seis metros de comprimento, evocando memórias do contrabando e das redes de solidariedade que marcaram esta fronteira definida em 1297 pelo Tratado de Alcanizes.

No domingo, às 9h30, o foco desloca-se para a biodiversidade com «As Mulheres na Agricultura: Guardiãs do Futuro Comum da Humanidade», iniciativa alinhada com o Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026. A partir do CEIRA, e com passagem pelo Monte da Sancha, três empresárias agrícolas, Inês Dragão, Maria João Valentim e Fermelinda Carvalho, dão rosto a um debate sobre sustentabilidade, igualdade e futuro rural, num território onde, como sublinha o festival, as mulheres foram e continuam a ser decisivas na gestão da terra e na preservação da diversidade agrícola.

Fonte & Foto: Terras sem Sombra – Festival do Alentejo

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