Alentejo recebeu mais de 800 mil visitantes nos museus em 2024

Os museus do Alentejo acolheram 819.135 visitantes em 2024, segundo dados hoje divulgados pelo INE. A região concentra 298.688 bens museológicos, com destaque para o peso da arqueologia e da cultura etnográfica.

O relatório da atividade cultural referente a 2024 publicado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostra que o Alentejo registou 819.135 visitantes nos seus 61 museus durante 2024. Entre estes, 53.196 integraram grupos escolares e 369.093 eram visitantes estrangeiros, um valor expressivo face à dimensão populacional da região. As entradas gratuitas somaram 203.176 e as exposições temporárias receberam 589.319 visitas.

No total nacional de 19.446.230 visitantes, o Alentejo representa 4,2%. Apesar de estar longe das regiões mais populosas, o número de visitantes coloca-o próximo do Algarve, embora este tenha apenas 15 museus, contra os 61 existentes no Alentejo. A oferta museológica alentejana é, assim, mais ampla e territorialmente dispersa, o que ajuda a explicar a diferença na distribuição da procura.

O INE atualiza igualmente o retrato dos acervos museológicos. Em 2024, os museus do Alentejo contabilizaram 298.688 bens, o equivalente a 1,33% do total nacional. Trata-se de um acervo mais reduzido do que o de outras regiões, mas com características próprias que reforçam a identidade cultural do território.

Os bens arqueológicos são o grupo dominante, com 130.766 peças, refletindo a abundância de sítios históricos, vestígios romanos e coleções ligadas às ocupações antigas. Os bens artísticos e históricos (37.132) e os bens bibliográficos e arquivísticos (59.885). No domínio etnográfico, os museus alentejanos conservam 33.058 bens, que documentam práticas, objetos e modos de vida tradicionais, uma das marcas culturais mais reconhecidas da região.

No conjunto, os dados revelam um Alentejo com uma rede museológica extensa, capaz de atrair um volume significativo de visitantes e de preservar um património que combina arqueologia, história local e cultura popular. O retrato de 2024 confirma a importância dos museus no território como espaços de preservação, identidade e dinamização cultural.

Dados: INE

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