Alto Alentejo contabiliza, provisoriamente, prejuízos de 16 milhões de euros devido ao mau tempo

Levantamento da comunidade intermunicipal indica que os danos registados até agora incidem sobretudo em infraestruturas municipais, podendo o valor aumentar.

Os prejuízos causados pelo mau tempo no distrito de Portalegre ascendem, para já, a cerca de 16 milhões de euros, segundo um levantamento efetuado pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e já entregue à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. A estimativa inclui danos em infraestruturas municipais e também em algumas estruturas privadas.

Citado pela Agência Lusa, o presidente da CIMAA, Joaquim Diogo, explicou que a contabilização ainda está em curso e poderá aumentar nos próximos dias. “Está a ser feito o trabalho relativamente a empresas e até na área agrícola”, afirmou, sublinhando que os prejuízos associados à agricultura ainda estão a ser apurados através de um canal direto criado para recolha desses dados.

O responsável indicou que os concelhos de Portalegre, Gavião, Nisa e Ponte de Sor foram dos mais afetados pelas condições meteorológicas adversas registadas entre o final de janeiro e fevereiro. Ainda assim, acrescentou, todos os municípios do distrito registaram algum tipo de prejuízo associado ao episódio de mau tempo.

O levantamento foi entregue esta semana à CCDR do Alentejo, entidade que está a acompanhar o processo de avaliação dos danos. Joaquim Diogo, que também preside à Câmara Municipal do Crato, alertou para a necessidade de medidas rápidas que permitam apoiar as autarquias na recuperação das infraestruturas afetadas.

Segundo o autarca, são necessárias “medidas imediatas” por parte do Governo no âmbito do PTRR, de forma a compensar despesas já suportadas pelos municípios e permitir a execução de intervenções consideradas urgentes até ao final do ano. O responsável manifestou ainda expectativa de que a resposta governamental seja célere para enfrentar os impactos provocados pelo mau tempo na região.

Fonte: Lusa

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