Câmara de Évora arranca mandato com serenidade e consenso

A primeira reunião pública do novo executivo foi marcada por um ambiente de cooperação entre o presidente e os vereadores de todas as forças políticas.

A Câmara Municipal de Évora realizou na passada quarta-feira, 5 de novembro, a primeira reunião pública do novo mandato, marcada por um ambiente de cooperação entre o presidente e os vereadores de todas as forças políticas.

Logo na abertura, o autarca destacou o desejo de “um exercício saudável de pluralismo democrático”, sublinhando a importância da liberdade de expressão e do debate construtivo. Entre as primeiras decisões, anunciou que nomeou Carmen Carvalheira e Jerónimo José como vereadores a tempo inteiro (e Jerónimo José como vice-presidente do executivo), bem com as nomeações para o gabinete da presidência, com Teresa Batista como chefe de gabinete (funções a iniciar a 1 de janeiro de 2026), Roberto Salvador como adjunto e Inês Nico e Diogo Estudante como secretários.

O presidente informou ainda que a atribuição de pelouros e delegação de competências será agendada para 19 de novembro.

Durante o período antes da ordem do dia, os vereadores manifestaram um tom de colaboração e preocupação com os desafios do concelho.

Henrique Sim-Sim (PSD) e Alexandre Varela (CDU), em substituição de João Oliveira, desejaram votos de bom mandato, com este último a reafirmar o compromisso da CDU com “uma Évora com qualidade de vida e prestígio”, em particular no contexto da Capital Europeia da Cultura 2027. Patrícia Raposinho (PSD) apelou à resolução “urgente” de problemas de habitação, higiene urbana e falta de assistentes operacionais nas escolas, enquanto Ruben Migueis (Chega) denunciou casos de habitações municipais degradadas, pedindo maior respeito pelas famílias em situação vulnerável.

Na parte deliberativa, foram abordados os princípios gerais do regimento municipal, introduzindo propostas de alteração: convocatórias enviadas com cinco dias úteis de antecedência, participação do público entre as 18h e as 19h e reuniões ordinárias às quintas-feiras, às 15h.

Foram ainda discutidas propostas da oposição, nomeadamente PSD, para realizar pelo menos uma reunião descentralizada por freguesia rural, garantir legendagem e arquivo vídeo das sessões, prever reuniões telemáticas apenas em casos excecionais e a obrigatoriedade da Declaração Anual de Interesses e de Incompatibilidade no Termo dos Códigos de Conduta dos Eleitos Locais.

No período destinado ao público, Luís Orvalho expôs um problema relativo à drenagem de águas pluviais no bairro da Comenda, e Pedro Pessoa, presidente da Associação de Moradores da Garraia, questionou o andamento do projeto do novo viaduto prometido pela Infraestruturas de Portugal. O presidente garantiu que a Câmara será proativa na marcação da reunião e no acompanhamento do processo.

A sessão terminou com o autarca a assinalar o caráter “histórico” da reunião — a primeira do novo mandato — e a destacar “a cordialidade e a profundidade política” demonstradas.

A próxima reunião pública da Câmara Municipal de Évora está marcada para 19 de novembro de 2025.

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