Chega exige respostas do Governo para travar prejuízos da língua azul no Alentejo

Partido liderado por André Ventura quer apoios urgentes para os criadores de ovinos e questiona a eficácia das vacinas usadas no combate à doença.

O Chega alerta para os “graves prejuízos” causados pelo vírus da língua azul nas explorações de ovinos do Alentejo e dirigiu uma pergunta formal ao ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes. De acordo com a Agência Lusa, os deputados do partido querem saber que medidas estão a ser tomadas para travar o avanço da doença e que apoios financeiros podem ser disponibilizados aos criadores afetados.

Na iniciativa parlamentar, os deputados lembram que vários serotipos da doença têm sido identificados em Portugal continental e sublinham que, este ano, a mortalidade de ovinos é “o triplo da esperada” para esta época. Apontam ainda um aumento contínuo de mortes no Alentejo, em particular na zona do Campo Branco, abrangendo explorações nos concelhos de Castro Verde, Almodôvar, Ourique e Aljustrel, e indicam que o surto já atinge mais de 240 explorações e “milhares de animais” infetados pelo serotipo 3, apesar das campanhas de vacinação.

Segundo a Lusa, o Chega pede ao Governo uma avaliação atualizada da situação epidemiológica da língua azul, incluindo mortalidade real, número de explorações afetadas e serotipos em circulação. O partido quer ainda esclarecimentos sobre as medidas adotadas para garantir eficácia e cobertura adequadas das vacinas e questiona se o executivo está disponível para criar de imediato um mecanismo de compensação pela morte de ovinos provocada pela doença.

O alerta do Chega surge depois de o deputado socialista Pedro do Carmo, eleito por Beja, ter pedido igualmente apoios para os produtores de ovinos afetados, e de a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo ter reivindicado, em outubro, medidas de apoio para o setor. A febre catarral ovina, conhecida como língua azul, é uma doença viral de notificação obrigatória que afeta ruminantes, causando forte impacto económico nas explorações pecuárias, mas não é transmissível a humanos.

Fonte: Lusa

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