O Alentejo deu um voto de confiança claro ao atual presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa (Lista G). Nas secções de voto de Beja, Moura, Almodôvar, Vendas Novas, Avis e Portalegre, a Lista G venceu de forma consistente nos quatro órgãos sociais. Apenas em Odemira e Elvas se registaram resultados diferentes, com João Noronha Lopes (Lista F) a superiorizar-se no Conselho Fiscal, mantendo-se, contudo, em segundo lugar nos restantes órgãos.
Em Beja, a Lista G somou 4660 votos (216 votantes) para a Direção, contra 2623 (143 votantes) de Noronha Lopes. Em Vendas Novas, a maior secção alentejana, a diferença ampliou-se: 5242 votos (223 votantes) para Rui Costa e 3589 (182 votantes) para o adversário. Portalegre confirmou a tendência, com 4247 votos (194 votantes) para a Lista G e 2698 (127 votantes) para a F.
Em Elvas, onde ambos os candidatos tiveram 102 votantes, o desfecho ilustrou o peso da antiguidade associativa: os sócios de Rui Costa totalizaram 2085 votos, enquanto os de Noronha Lopes ficaram pelos 1692. Recorde-se que cada sócio tem um peso proporcional à sua antiguidade: 3, 10, 20 ou 50 votos, consoante os anos de filiação. Assim, a diferença entre “votantes” e “votos” pode alterar substancialmente o resultado.
Apesar do domínio generalizado, Rui Costa não atingiu a maioria absoluta e vai defrontar João Noronha Lopes na segunda volta marcada para 8 de novembro.
Um ato eleitoral sem precedentes
No total, a Lista G foi a mais votada em todos os órgãos sociais: Direção (42,13%), Mesa da Assembleia-Geral (43,01%), Conselho Fiscal (38,69%) e Comissão de Remunerações (45,17%).
A votação decorreu entre as 8h30 e as 22h00 de ontem, 25 de Outubro, em 108 secções espalhadas por Portugal e pelo estrangeiro. No final, 85.422 sócios exerceram o direito de voto, num total de 1.767.676 votos, superando o anterior recorde mundial do Barcelona (57.088 votantes, em 2010).
Sem voto eletrónico, todo o processo foi manual. O presidente da Mesa da Assembleia-Geral, José Pereira da Costa, explicou que “a não aceitação do voto eletrónico obrigou a um apuramento voto a voto, com inserção e validação manuais”. Foram contabilizados cerca de 350 mil votos individuais, distribuídos pelos quatro órgãos.
A “madrugada” eleitoral prolongou-se até cerca das 17 horas deste domingo, mas o desfecho foi inequívoco: um Benfica mobilizado como nunca, capaz de transformar uma eleição interna num evento de escala mundial.
No Alentejo, onde o clube tem raízes profundas e presença em cada concelho, os resultados confirmaram essa vitalidade: um eleitorado fiel, mas exigente, que dividiu a força simbólica do voto entre a história e o futuro do Benfica.
Fonte & Foto: SL Benfica