A candidata independente à Câmara de Évora, Florbela Fernandes, propôs ontem a criação de incentivos municipais para atrair médicos e outros profissionais de saúde ao futuro hospital da cidade, atualmente em construção. Em declarações à Agência Lusa, a cabeça de lista do Movimento Cuidar de Évora (MCE) afirmou que “podemos e devemos lutar e a câmara pode ajudar dando alguns incentivos para o reforço de equipas”, sugerindo apoios como habitação, funções específicas ou isenção de impostos municipais para quem se fixe no concelho.
Num dia de campanha dedicado à saúde, Florbela Fernandes defendeu ainda a criação de “um regulamento específico para cativar, não só médicos, mas mais algumas áreas disciplinares” no setor. Segundo a Lusa, a candidata alertou para a falta de profissionais em especialidades como medicina interna e ortopedia no hospital atual, e considerou “deplorável” a situação das condições existentes para trabalhadores, utentes, familiares e visitantes.
A candidata do MCE declarou também apoiar o “desenvolvimento do cluster da saúde” previsto para Évora, em articulação com o novo hospital e com a futura Escola de Saúde da Universidade de Évora, destacando o avanço do curso de medicina, que “parece que será desta que vai ser aprovado e validado”.
Relativamente ao impasse entre a autarquia e o Governo sobre os acessos e infraestruturas do novo hospital, Florbela Fernandes afirmou que não permitirá que a câmara seja “um bode expiatório do Ministério da Saúde” e garantiu ter visto “os projetos das acessibilidades e todo o trabalho que a câmara tem feito”.
A candidata anunciou ainda que pretende pedir uma audiência à ministra da Saúde e comprometeu-se a tentar resolver o impasse “até ao final do ano”, para que a autarquia “possa efetivamente avançar para a obra”. Caso não haja acordo, assegurou: “Se não houver solução, aquilo que vou propor à câmara é entregarmos todo o trabalho técnico que está feito ao Ministério da Saúde, sem custos, e será a tutela a assumir a obra toda.”
Fonte: Lusa | Foto: MCE