Gregório Duvivier traz o espetáculo “O Céu da Língua” a Évora em março

O espetáculo que celebra a palavra e a língua portuguesa sobe ao palco do Teatro Garcia de Resende a 25 de março.

A cidade de Évora integra, no próximo mês de março, o itinerário nacional de “O Céu da Língua”, espetáculo do humorista e ator brasileiro Gregório Duvivier, que regressa a Portugal depois de uma primeira temporada no final de 2024. A atuação está marcada para 25 de março, no Teatro Garcia de Resende, colocando a capital alentejana no centro de uma digressão que tem mobilizado centenas de milhares de espectadores dos dois lados do Atlântico.

Descrita como “uma comédia poética”, a peça celebra a língua portuguesa e o poder da comunicação, cruzando humor, reflexão e musicalidade. Depois de conquistar mais de 200 mil espectadores em Portugal e no Brasil, o espetáculo afirma-se como um marco recente da dramaturgia contemporânea, resultado de um trabalho prolongado de investigação em torno da identidade humana e da relação entre pensamento e linguagem.

Dirigido por Luciana Paes, o projeto nasce da obsessão de Duvivier pela semântica e pela ideia de que o ser humano é, essencialmente, um primata que fala. A encenação é acompanhada por música original de Pedro Aune e por um suporte visual concebido por Theodora Duvivier, criando um diálogo constante entre palavra dita, ritmo e imagem, num registo que oscila entre o stand-up e a poesia falada.

A sinopse do espetáculo resume esse olhar irónico sobre a origem da linguagem: “Afinal a palavra é uma fonte inesgotável de humor, desde os primórdios. No Princípio era o Verbo, disse Deus. E logo em seguida vieram os erros de concordância.” A reflexão estende-se aos mitos da criação e às falhas da fala, apresentadas como enigmas tão humanos quanto universais, capazes de provocar riso e pensamento em simultâneo.

Antes de chegar a Évora, “O Céu da Língua” passa por Lisboa, Madeira, Açores e Porto, seguindo depois para várias cidades europeias. Na capital alentejana, a apresentação no Teatro Garcia de Resende assume particular relevância cultural, ao integrar o circuito de grandes produções internacionais que encontram no património teatral eborense um espaço privilegiado de encontro entre a palavra, a cena e o público.

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Fontes: H2N, BOL

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