O mercado imobiliário alentejano está a atravessar um momento de forte valorização, com aumentos expressivos no último ano que colocam a região em destaque a nível nacional. De acordo com o Idealista, em setembro de 2025, Beja registou a maior subida de preços entre todas as capitais de distrito, com um aumento de 33,9% face ao mesmo mês de 2024. Apesar desta escalada, continua entre as cidades mais acessíveis do país, com um valor mediano de 1.338 euros por metro quadrado, bastante abaixo da média nacional, que se fixou em 2.943 euros/m2.
Já Évora apresentou uma valorização mais moderada, mas ainda assim relevante, com os preços das casas a subirem 9% em termos anuais, atingindo os 2.430 euros/m2. Este valor coloca a cidade num patamar médio-alto do mercado nacional, à frente de localidades como Coimbra (2.237 euros/m2) ou Braga (2.127 euros/m2), segundo os dados do Idealista. Também no plano distrital, o Alentejo sobressai pela intensidade da valorização. A região foi a segunda do país com maior aumento dos preços da habitação, apenas atrás dos Açores. De acordo com o Idealista, o valor médio subiu 17,3% em apenas doze meses, com destaque ainda para Portalegre, onde os preços avançaram 17,2%, apesar de o metro quadrado se manter dos mais baixos de Portugal (892 euros/m2).
Este movimento revela uma transformação acelerada do mercado imobiliário alentejano. A crescente procura, impulsionada tanto por jovens famílias como por compradores de outras regiões e até do estrangeiro, tem encontrado uma oferta reduzida, criando pressões sobre os preços. Em Évora, a centralidade académica e cultural contribui para consolidar valores mais elevados, enquanto Beja, tradicionalmente mais acessível, começa a surpreender com subidas recorde.
Apesar de o Alentejo continuar a ser uma das regiões mais baratas do país para comprar casa, com um valor médio de 1.867 euros/m2, segundo o Idealista, a tendência de crescimento coloca novos desafios ao equilíbrio entre desenvolvimento e acessibilidade. Entre a atratividade do território e a pressão social sobre quem procura habitação, o futuro dependerá em larga medida da capacidade de resposta da oferta residencial, sob pena de se agravar a dificuldade das famílias em aceder a um lar na região.
Fonte: Idealista