João Oliveira elogia trabalho feito na habitação em Évora e promete novas soluções

O candidato da CDU defendeu mais habitação acessível e criticou os atrasos na aprovação de verbas

O cabeça de lista da CDU à Câmara de Évora, João Oliveira destacou esta sexta-feira o trabalho realizado na área da habitação pela atual gestão municipal e comprometeu-se a dar-lhe continuidade, avançando com novas soluções, segundo a Agência Lusa. “Além da concretização de tudo o que está em curso, é preciso tomar medidas para garantir que outras soluções de habitação possam surgir”, afirmou o candidato, à margem de uma ação de campanha no Bairro da Horta das Figueiras.

De acordo com João Oliveira, a câmara está já a executar o Plano Local de Habitação, nomeadamente “oito milhões dos 10 milhões de euros que o Governo autorizou” em candidaturas apresentadas ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e ao programa 1.º Direito. O candidato lembrou, no entanto, que “foram apresentados 67 milhões de euros de candidaturas e o Governo, até agora, só aprovou 10 milhões”, pelo que considera urgente desbloquear a restante verba.

O plano em curso prevê, segundo a Lusa, “500 habitações construídas ou recuperadas” para responder a situações de pobreza, mas também para criar oferta de arrendamento acessível. Como exemplo, João Oliveira apontou que “aqui na Horta das Figueiras há 62 habitações perto de estar concluídas, num investimento de seis milhões de euros em recuperação de telhados, soalhos e canalizações”.

O candidato sublinhou igualmente que a recente alteração ao Plano Diretor Municipal criou condições para a construção de sete mil casas — cinco mil na zona urbana e duas mil nas freguesias rurais —, das quais pelo menos 1.187 a custos controlados. Contudo, advertiu que “se forem construídas sete mil casas e custarem meio milhão de euros cada uma, o problema da habitação fica por resolver”, frisando que é essencial garantir preços compatíveis com os rendimentos da população.

Para além dos grandes loteamentos, João Oliveira defendeu, segundo a Agência Lusa, que “é possível também, através do estímulo à construção individual, criar condições para que a capacidade de construção seja concretizada”, admitindo que outras soluções a custos controlados poderão ser acrescentadas, desde que existam incentivos e interesse dos promotores privados.

Fonte: Lusa | Foto: X

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