Jovens de Odemira apresentam investigação sobre o rato-de-Cabrera em feira científica de Bilbau

Três alunos da Escola Secundária de Odemira representam Portugal na Elhuyar Zientzia Azoka, no País Basco. O projeto analisa a utilização dos micro-habitats do rato-de-Cabrera por outras espécies selvagens.

A cidade de Bilbau recebe, desde ontem até ao próximo sábado, mais uma edição da feira científica Elhuyar Zientzia Azoka, iniciativa que reúne jovens investigadores de vários países. Portugal participa com um projeto desenvolvido por alunos da Escola Secundária de Odemira, distinguido no Concurso Nacional para Jovens Cientistas e Investigadores 2025.

O trabalho apresentado intitula-se “Utilização do micro-habitat de rato-de-Cabrera por outra fauna selvagem” e foi desenvolvido por Astride Silva, Bruno Mansos e Madalena Costa, com orientação da professora Ana Paula Canha. A investigação centrou-se nas galerias construídas pelo rato-de-Cabrera, uma espécie protegida e endémica da Península Ibérica que habita zonas de vegetação húmida.

Através de armadilhas fotográficas, os estudantes procuraram perceber se esses micro-habitats eram utilizados por outros animais. Os resultados mostraram que pequenos mamíferos e algumas aves recorrem também a esses espaços, sobretudo para alimentação e deslocação, aproveitando a proteção oferecida pela vegetação.

O projeto português integra a mostra científica destinada a jovens entre os 12 e os 18 anos, que junta participantes espanhóis e representantes de outros países. A organização destaca que “Bilbau volta a receber os melhores jovens cientistas na feira de ciência Elhuyar Zientzia Azoka”, considerada uma das principais iniciativas dedicadas à ciência jovem na região basca.

A participação portuguesa surge através da Fundação da Juventude, responsável pela seleção do projeto vencedor. Sobre o estudo desenvolvido pelos alunos de Odemira, o comunicado refere que “pequenos mamíferos e algumas aves também usam estes micro-habitats, sobretudo para alimentação e deslocação, aproveitando a proteção da vegetação”, resultado obtido ao longo da investigação apresentada em Bilbau.

Fonte & Foto: Fundação da Juventude

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