A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, reuniu-se ontem em Beja com municípios do Alentejo e anunciou um conjunto de intervenções em diversos sistemas e estações de tratamento de águas na região, num investimento global de 160 milhões de euros, enquadrado na segunda fase do Programa Operacional Sustentável 2030.
“Tivemos de casar as necessidades dos municípios e as prioridades com os financiamentos disponíveis”, afirmou a ministra em declarações reproduzidas pela agência Lusa, explicando que os critérios passam pelas “zonas de maior escassez hídrica”, pelos “equipamentos mais obsoletos” que precisam de substituição e por algumas ETAR “em risco de entrarem em incumprimento na Comissão Europeia”, que exigem intervenção.
Entre as medidas anunciadas, destacam-se as intervenções em “todo o sistema de abastecimento de Santa Clara” (Odemira), com a abertura do concurso público para a nova ETA de São Teotónio, a instalação de painéis fotovoltaicos e projetos associados à captação e condução de água da barragem de Santa Clara para Odemira, além do sistema adutor a partir de São Teotónio. “Isto no total dá 56 milhões de euros”, sublinhou Maria da Graça Carvalho, classificando Santa Clara/Odemira como “absolutamente crucial” devido à falta de água e à pressão de visitantes, agricultura e turismo.
O pacote inclui ainda o sistema de abastecimento de Alvito, com reabilitação de reservatórios e condutas em Alvito, Cuba e São Matias (Beja), a segunda fase da adução de Grândola e de Melides, a remodelação e expansão dos sistemas de Alcácer do Sal e de Santiago do Cacém, bem como “as questões das ETA” de Moura e de São Luís (Odemira).
Em paralelo, a ministra indicou que será preparada uma “lista exaustiva” de situações suscetíveis de incumprimento e que, em coordenação com os municípios, serão agilizados “investimentos relativamente pequenos”, mas “muito prioritário”, com recurso ao Fundo Ambiental.
Fonte: Lusa