Mortalidade no Alentejo: Beja, Évora e Portalegre somaram 1.282 óbitos em Janeiro e Fevereiro de 2026, mais 30 do que no período homólogo de 2025

No comparativo homólogo dos dois primeiros meses do ano, Beja registou 477 óbitos (+32 face a Jan–Fev de 2025), Évora 439 (-8) e Portalegre 366 (+6), segundo o SICO/eVM.

Os dois primeiros meses de 2026 terminaram com 1.282 óbitos registados nos distritos de Beja, Évora e Portalegre, um total 30 acima do observado no período homólogo de 2025 (1.252). A comparação é feita entre Janeiro e Fevereiro de ambos os anos e baseia-se nos registos do SICO/eVM, a plataforma de vigilância eletrónica de mortalidade em tempo real suportada pelo Sistema de Informação de Certificados de Óbito.

O retrato bimestral revela, porém, trajetórias diferentes entre distritos. Beja concentra a variação mais expressiva: soma 477 óbitos em Jan–Fev de 2026, quando no mesmo período de 2025 tinha registado 445, uma diferença de +32 (+7,2%). Em Évora, a contagem desce de 447 para 439, isto é, menos 8 óbitos (-1,8%). Já Portalegre passa de 360 para 366, um acréscimo de 6 óbitos (+1,7%) no conjunto dos dois meses.

Quando se olha para a distribuição dentro do bimestre, percebe-se que as diferenças entre anos não se espalham de forma uniforme. Em Beja, a variação homóloga está sobretudo em Janeiro: 281 óbitos em 2026 contra 251 em 2025 (+30). Em Fevereiro, os valores mantêm-se próximos (196 em 2026 e 194 em 2025, +2).

Em Évora, o desenho é praticamente o inverso: Janeiro é estável (243 em 2026 e 244 em 2025, -1), mas Fevereiro é mais baixo do que no ano anterior (196 em 2026 contra 203 em 2025, -7), determinando o resultado do bimestre.

Em Portalegre, há um movimento repartido pelos dois meses: Janeiro regista 206 óbitos em 2026, acima dos 189 de 2025 (+17), enquanto Fevereiro apresenta 160 em 2026, abaixo dos 171 de 2025 (-11). No total de Janeiro e Fevereiro, a comparação homóloga fica em +6 óbitos.

O SICO é o sistema de informação de mortalidade em Portugal, instituído pela Lei n.º 15/2012, de 3 de Abril, e assenta no registo eletrónico dos certificados de óbito, efetuado por médicos. Entre os objetivos do sistema estão a desmaterialização do certificado de óbito, o tratamento estatístico das causas de morte, a atualização da base de dados de utentes do SNS e a emissão/transmissão eletrónica para as conservatórias do Instituto dos Registos e do Notariado. A Direcção-Geral da Saúde é responsável pela gestão e tratamento da base de dados e pela vigilância epidemiológica, enquanto a aplicação informática é assegurada pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

No eVM, os dados são actualizados automaticamente a intervalos curtos, incorporando novos certificados e eventuais correcções ao longo do processo de certificação. Por essa razão, os valores são provisórios e podem sofrer pequenas actualizações até ao encerramento anual da base de dados.

Dados: SICO eVM

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