Dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos a 2024, mostram que o Alentejo teve 3.067 sessões de espetáculos ao vivo, entre iniciativas diurnas e noturnas. No total, estas sessões levaram 1.096.876 espectadores a salas, recintos improvisados e outros espaços de espetáculo da região. Apesar de a oferta estar repartida entre dia e noite, é depois do pôr-do-sol que o público se concentra e que a bilheteira ganha peso.

Nas sessões diurnas contabilizaram-se 1.226 espetáculos, que somaram 201.128 espectadores. Venderam-se 20.638 bilhetes e foram oferecidos mais 180.490, o que se traduziu em 179.859 euros de receita. O preço médio dos bilhetes diurnos no Alentejo ficou pelos 8,7 euros, muito abaixo da média nacional para este horário, que atinge 25,1 euros. Em termos relativos, a região representa 6,4% das sessões diurnas do país, mas apenas cerca de 3,8% dos espectadores e 0,3% da receita nacional neste período do dia.

Já à noite, o cenário muda de escala. Em 2024 houve 1.841 sessões noturnas na região, que atraíram 895.748 espectadores. Foram vendidos 129.349 bilhetes e oferecidos 766.399, gerando 2,48 milhões de euros em receita de bilheteira. O preço médio dos bilhetes noturnos no Alentejo sobe para 19,2 euros, ainda assim abaixo da média nacional das sessões noturnas, fixada em 28,2 euros. As sessões noturnas alentejanas representam 7,2% do total nacional, concentrando 6,8% dos espectadores e 1,7% da receita do país neste período.

No conjunto do ano, o Alentejo responde por 6,8% das sessões de espetáculos ao vivo realizadas em Portugal, 5,9% dos espectadores e apenas 1,3% da receita de bilheteira. A combinação de uma oferta relevante, mas com preços inferiores à média nacional, ajuda a explicar esta diferença entre peso cultural e peso económico: há público, há programação, mas a região continua a apostar em bilhetes mais acessíveis e em muitos eventos com entrada gratuita ou fortemente comparticipada pelas autarquias.
Dados: INE