PCP reconhece quebra eleitoral da CDU em Évora e responsabiliza “bloqueios” da oposição

A estrutura comunista admite perda de influência no concelho e promete “impedir retrocessos” após a derrota nas autárquicas de 12 de outubro

O Partido Comunista Português (PCP) de Évora reconheceu uma “redução da expressão eleitoral” da CDU nas eleições autárquicas de 12 de outubro, atribuindo o resultado a “bloqueios e boicotes” da oposição durante o mandato que agora termina. A coligação, que perdeu a presidência da Câmara Municipal após 12 anos de governação, compromete-se, contudo, a continuar a trabalhar “de forma responsável” e a defender o progresso do concelho.

De acordo com a Agência Lusa, a Comissão Concelhia de Évora do PCP admitiu, em comunicado, que a CDU — coligação entre comunistas e ecologistas (PCP/PEV) — registou uma quebra tanto em votos como em mandatos. A perda da liderança da autarquia foi acompanhada de uma diminuição da representatividade na assembleia municipal e nas freguesias, embora a coligação tenha conquistado três juntas, mais uma do que nas autárquicas anteriores.

A estrutura comunista sublinhou que estes resultados “são inseparáveis de um quadro político que condicionou” o exercício do mandato cessante. Recorde-se que a CDU governou a Câmara de Évora em minoria, com apenas dois eleitos num total de sete, situação que o partido afirma ter estado “sujeita a bloqueios e boicotes de gestão de natureza diversa”. Ainda assim, o PCP destaca que a coligação se apresentou às eleições “com a recuperação financeira da câmara municipal e com obra feita”.

Segundo a Lusa, o PCP garantiu que, “mesmo num quadro complexo e difícil”, os seus eleitos “tudo farão de forma responsável por um caminho de progresso”, comprometendo-se a “não permitir retrocessos no investimento e nas condições de desenvolvimento” de Évora.

Nas autárquicas de 12 de outubro, o socialista Carlos Zorrinho foi eleito presidente da Câmara Municipal de Évora, reconquistando o município para o Partido Socialista, 12 anos após o ter perdido para a CDU. O PS obteve 29,83% dos votos (três eleitos), seguido pela coligação PSD/CDS-PP/PPM com 29,26% (dois eleitos), pela CDU com 15,82% (um eleito) e pelo Chega com 13,94% (um eleito), de acordo com os dados oficiais do Ministério da Administração Interna.

Fonte: Lusa | Foto: X João Oliveira

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