No mapa eleitoral do Alentejo, a noite da segunda das Presidenciais volta pintou-se de verde Seguro. Nos três distritos da região, o antigo líder socialista somou vitórias folgadas. Em Beja, alcançou 62,45 % dos votos (41.013 boletins), contra 37,55 % de André Ventura, num ato em que 58,03 % dos eleitores inscritos se deslocaram às urnas. Em Évora, o resultado foi ainda mais expressivo, com 65,80 % e 49.607 votos para Seguro, frente a 34,20 % e 25.787 votos de Ventura, com uma participação de 59,76 %. Já em Portalegre, o candidato apoiado pelo PS venceu com 59,19 % e 29.900 votos, enquanto o líder do Chega se ficou pelos 40,81 % (20.616 votos), num distrito onde votaram 57,20 % dos inscritos.



A exceção à hegemonia de António José Seguro surgiu em Elvas, único concelho alentejano onde Ventura prevaleceu. No concelho raiano, o líder da direita radical somou 50,85 % e 4.760 votos, superando por pouco os 49,15 % e 4.601 votos de Seguro. A vitória de Ventura em Elvas surge com uma participação de 52,75 % dos eleitores, o que mostra uma comunidade mobilizada e um eleitorado dividido quase ao milímetro. Votos em branco e nulos mantiveram-se em valores residuais, 2,32 % e 1,56 %, respetivamente.

Os restantes indicadores reforçam a ideia de um eleitorado que, embora mobilizado, mantém alguma distância crítica. Em Beja, os votos em branco chegaram a 2,62 % (1.795 boletins) e os nulos a 1,66 % (1.138). Em Évora, os brancos representaram 3,10 % (2.450 votos) e os nulos 1,64 % (1.300). Em Portalegre, brancos e nulos fixaram-se em 2,72 % e 1,65 %, respetivamente. São valores que não alteram o desfecho, mas mostram uma faixa do eleitorado que prefere a abstenção ativa ou expressa descontentamento no boletim.
Enquanto o Alentejo consolidava o triunfo de António José Seguro, Alcácer do Sal continuou fora do mapa eleitoral. As fortes inundações provocadas pela tempestade Leonardo deixaram o concelho em situação de calamidade, e a presidente da Câmara, Clarisse Campos, decidiu adiar o voto para 15 de fevereiro por entender que não existiam condições mínimas para garantir segurança e igualdade no processo.
Fonte: www.presidenciais2026.mai.gov.pt | Foto: seguropresidente.pt