O Alentejo entra na época festiva de Natal e Passagem de Ano com expectativas moderadas, refletindo as desigualdades regionais que continuam a marcar o turismo nacional. De acordo com um inquérito da Associação da Hotelaria de Portugal, 24% é a taxa de reservas estimada para o Natal, colocando a região entre as que registam menor procura neste período. Para a Passagem de Ano, o cenário revela algum alívio, com 58% dos hoteleiros alentejanos a antecipar uma taxa de ocupação melhor ou muito melhor face ao réveillon anterior.
Ainda assim, o sentimento dominante entre os empresários do setor no Alentejo é de prudência, sinalizando dificuldades persistentes num território onde a procura turística tende a ser mais dependente do mercado interno e menos exposta aos grandes fluxos internacionais. Estes dados confirmam uma evolução menos dinâmica face a outras regiões, apesar de sinais pontuais de recuperação.
Em contraste, a Madeira volta a destacar-se como o destino com melhor desempenho na época festiva. A região insular apresenta uma taxa de ocupação estimada em 79% na passagem de ano e 71% no Natal, liderando claramente o ranking nacional. Também ao nível dos proveitos, os hoteleiros madeirenses revelam elevado otimismo, com a maioria a antecipar receitas melhores ou muito melhores, sustentadas pelo aumento da ocupação e pelos serviços complementares.
No conjunto do país, a Associação da Hotelaria de Portugal conclui que as perspetivas para o Natal e o Réveillon de 2025 apontam para uma evolução globalmente positiva, ainda que marcada por assimetrias regionais bem definidas. O mercado nacional continua a assumir o maior peso nas reservas, seguido dos Estados Unidos, Espanha e Reino Unido, num quadro em que o Alentejo mantém um crescimento mais contido, mas alinhado com uma lógica de turismo gradual e territorialmente equilibrado.