Alentejo regista descida nas avaliações bancárias da habitação em outubro, apesar da subida nacional

Em outubro, o Alentejo foi a única região a recuar nas avaliações bancárias: -1,6% no conjunto da habitação e -2,3% nos apartamentos, num mês em que o país voltou a subir.

O valor mediano de avaliação bancária da habitação em Portugal fixou-se em 2.025 euros/m² em outubro de 2025, mais 30 euros do que em setembro. Em termos homólogos, a variação manteve-se em +17,7%, com cerca de 33,9 mil avaliações consideradas, mais 2,8% do que no mês anterior e menos 2,9% face a outubro de 2024, segundo dados hoje divulgados pelo INE.

No mapa regional, o Alentejo destoou da tendência de subida. Foi a única região a cair face a setembro (-1,6% no conjunto da habitação). Nos apartamentos, a descida mensal atingiu -2,3%, enquanto a Região Autónoma dos Açores liderou as subidas (+6,2%). Ainda assim, em comparação com outubro de 2024, o indicador nacional para apartamentos avançou 22,1%, com máximos na Grande Lisboa (3.058 euros/m²) e no Algarve (2.757 euros/m²), e mínimo no Centro (1.533 euros/m²).

Nas moradias, o valor mediano nacional atingiu 1.472 euros/m², mais 11,8% do que há um ano. Aqui, o posicionamento relativo do Alentejo mantém-se nos patamares inferiores do país: 1.146 euros/m², apenas acima do Centro (1.084 euros/m²), muito abaixo da Grande Lisboa (2.711 euros/m²) e do Algarve (2.499 euros/m²). Em variação mensal das moradias, o país subiu 0,9%, com máximos no Oeste e Vale do Tejo e na Península de Setúbal (+2,3%) e a única quebra na Grande Lisboa (-0,7%).

Por tipologias, o INE detalha que, nos apartamentos, os T1 subiram para 3.076 euros/m² (mais 58 euros), os T2 para 2.425 euros/m² (mais 35 euros) e os T3 para 2.010 euros/m² (mais 39 euros). Estas três tipologias representaram 92,8% das avaliações de apartamentos. Nas moradias, os T2 avançaram para 1.462 euros/m² (mais 19 euros), os T3 para 1.442 euros/m² (mais 17 euros) e os T4 para 1.560 euros/m² (mais 5 euros), somando 88,5% das avaliações.

Em síntese para a região: num mês de nova aceleração nacional, o Alentejo ficou em contraciclo, com recuos mensais no conjunto da habitação e nos apartamentos e valores de moradias entre os mais baixos do país. O retrato confirma um mercado regional mais contido nos preços de avaliação e particularmente sensível às oscilações mensais.

Fonte: INE

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