Alentejo resiste à pressão empresarial num outubro marcado por mais insolvências no país

Região destaca-se pelas quebras acentuadas nas insolvências, num mês em que Portugal registou mais falências e menos novas empresas, segundo a Iberinform.

O mês de outubro deixou um retrato desigual do tecido empresarial português, mas o Alentejo conseguiu fugir à tendência nacional de agravamento. Segundo dados divulgados pela Iberinform, enquanto o país enfrentou mais insolvências e menos constituições de empresas, o Alentejo destacou-se com descidas expressivas nos processos de insolvência, sobretudo em Beja e Évora.

Em termos nacionais, as insolvências aumentaram 13% face a outubro de 2024. O mês terminou com 464 empresas insolventes, mais 55 do que no período homólogo. No acumulado até outubro, o país soma 1.731 insolvências, um valor que representa apenas mais sete casos do que no ano anterior. As insolvências voluntárias subiram 12%, enquanto as requeridas por terceiros avançaram 2,1%. Houve ainda menos encerramentos com plano de insolvência, que caíram 14%.

É precisamente neste contexto que o Alentejo se destaca. Beja registou uma quebra de 47% e Évora de 25% nas insolvências, duas das reduções mais expressivas a nível nacional. Num momento em que distritos como Bragança (+26%), Viana do Castelo (+22%) ou Faro (+21%) enfrentam subidas acentuadas, a região alentejana apresenta um comportamento mais resiliente, contrariando a tendência de agravamento que marcou o país no início do quarto trimestre.

No que diz respeito à criação de empresas, outubro confirmou o abrandamento nacional: foram constituídas 3.957 novas sociedades, abaixo das 4.096 criadas no mesmo mês de 2024. Apesar disso, o saldo anual permanece positivo, com 44.920 novas empresas criadas entre janeiro e outubro, um crescimento de 3,9% face ao ano anterior.

Lisboa e Porto continuam a liderar em números absolutos, com 13.935 e 7.756 constituições respetivamente.

O contraste entre insolvências e constituições reforça a ideia de um país a várias velocidades. Para o Alentejo, os números de outubro apontam para um momento de maior estabilidade, mesmo num contexto nacional desafiante. Resta agora saber se esta trajetória regional se prolonga até ao final do ano ou se se trata apenas de um desvio conjuntural num ciclo ainda marcado por incerteza económica.

Fonte: Iberinform

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