O Governo designou Carlos Mateus Gomes para presidir à Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), sediada em Évora. O gestor, de 61 anos, sucede a Vítor Fialho e integrará uma nova equipa de administração que inclui Maria Teresa Avelar, Helena Gonçalves, Sónia Martins e Emanuel Boieiro, segundo informação avançada esta quinta-feira.
De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, foi aprovada a resolução que nomeia o novo Conselho de Administração, após parecer favorável da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP). O documento governamental, contudo, não especifica os nomes dos dirigentes agora designados.
Segundo a Agência Lusa, uma fonte do Ministério da Saúde confirmou que o cargo de presidente será ocupado por Carlos António Mateus Gomes, licenciado em Gestão de Empresas. O novo responsável exerceu funções como vogal do Conselho de Administração do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), entre 2012 e 2016, e foi diretor financeiro do Grupo Português de Saúde (GPS).
Natural de Moçambique e residente em Arraiolos, Carlos Mateus Gomes foi candidato do PSD à Câmara de Arraiolos nas autárquicas de 2021, não tendo conseguido a eleição. Até à presente nomeação, exercia atividade como empresário.
Segundo adiantou ainda a tutela à Lusa, o novo Conselho de Administração será composto por Maria Teresa Avelar, diretora clínica para os cuidados hospitalares; Helena Gonçalves, diretora clínica para os cuidados de saúde primários; Sónia Martins, vogal executiva; e Emanuel Boieiro, enfermeiro diretor.
A mudança na liderança da ULSAC surge após a demissão do anterior Conselho de Administração, ocorrida a 26 de fevereiro deste ano. Na altura, o órgão presidido por Vítor Fialho justificou a renúncia com divergências quanto à responsabilidade na construção do novo Hospital Central do Alentejo (NHCA), uma obra em curso há mais de 40 meses e ainda distante da conclusão.
O Conselho de Administração cessante alertara então que a empreitada, inicialmente prevista para terminar em 2024, “carece de um modelo de gestão diferente do definido, caso contrário vai continuar a acumular custos e atrasos”. A previsão mais recente aponta a conclusão do hospital apenas em 2026 ou 2027.
A ULS do Alentejo Central tem sob a sua alçada o Hospital do Espírito Santo de Évora e os centros de saúde dos 14 concelhos do distrito, desempenhando um papel estruturante na prestação de cuidados de saúde à população alentejana.
Fonte: Lusa