Évora lidera valorização das rendas no sul do país e mantém ritmo forte na venda de casas

No distrito de Évora, o valor médio atingiu os 900 euros, o que traduz uma valorização mensal de 9% – a mais alta do país

O preço das casas para arrendar continua a subir em todo o país, e o Alentejo não é excepção. De acordo com o Imovirtual, no último ano o valor médio nacional da renda fixou-se nos 1.285 euros, uma subida de 3% face a outubro de 2024. No Sul do país, o valor médio atingiu os 900 euros, o que traduz uma valorização mensal de 9% — a mais alta do país — ainda que com uma quebra homóloga de 10%.

Évora destacou-se de forma notável, alcançando precisamente esse aumento de 9% no último mês e fixando o valor médio das rendas nos 900 euros. Apesar de uma ligeira correção anual (-10%), o distrito volta a surgir em destaque nacional, mostrando sinais de vitalidade num mercado marcado pela escassez de oferta e pela crescente pressão da procura, sobretudo nas zonas urbanas e universitárias.

Nos distritos vizinhos, o panorama é mais contido: Beja registou uma descida de 4%, fixando-se em 670 euros, enquanto Portalegre manteve-se estável nos 550 euros, com uma quebra homóloga de 8%. Ainda assim, o conjunto da região alentejana mostra-se resiliente face a um contexto económico desafiante, marcado pelo encarecimento do crédito e pela dificuldade crescente de acesso à habitação.

O segmento de compra e venda de habitação também seguiu a tendência de valorização. Segundo o barómetro do Imovirtual, o preço médio de venda das casas em Portugal aumentou 19% num ano, situando-se agora em 445 mil euros. No Sul, o valor médio atingiu 264.500 euros, correspondendo a um crescimento de 3% face a setembro e de 21% em termos homólogos.

No contexto alentejano, Évora continua a ser o distrito de referência, com o preço médio das habitações a fixar-se precisamente nos 264.500 euros, refletindo uma subida mensal de 3% e anual de 21%. Estes números reforçam a atratividade da região, impulsionados por fatores como a reabilitação urbana, o investimento no turismo e a procura de segunda habitação por residentes nacionais e estrangeiros.

Beja registou uma ligeira descida mensal de 2%, embora com uma valorização expressiva de 26% no último ano, e Portalegre subiu 2%, atingindo os 129 mil euros (+23% anual).

Apesar das disparidades regionais, o mercado imobiliário português mantém-se dinâmico e em alta, mesmo num contexto de juros elevados e incerteza económica. No caso alentejano, Évora volta a afirmar-se como um dos motores de valorização do Sul, equilibrando tradição e modernidade num território que continua a atrair quem procura qualidade de vida, ainda que cada vez a um preço mais elevado.

Fonte: Imovirtual

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