A Universidade de Évora participa no projeto transfronteiriço RECORVHABIT – Recuperação Funcional e Promoção de Hábitos Saudáveis na Terceira Idade em Zonas Rurais, desenvolvido no âmbito do programa INTERREG España-Portugal. O envolvimento da instituição reflete uma estratégia orientada para a valorização das populações do interior, a promoção do envelhecimento ativo e a produção de conhecimento científico com impacto direto nas comunidades.
O projeto é liderado pela Universidad de Extremadura, contando com a Universidade de Évora como parceira académica em Portugal, através de docentes da Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano, do Departamento de Desporto e Saúde. A iniciativa articula-se com municípios e instituições locais para a implementação de ações estruturantes, como a formação de técnicos, o reforço das redes comunitárias e a criação de espaços equipados para exercício físico adaptado e reabilitação funcional.
Em território nacional, está prevista a instalação de uma sala equipada no município de Vila Viçosa, destinada ao desenvolvimento de programas regulares de exercício e recuperação funcional ajustados às necessidades da população sénior rural. O objetivo central passa por promover a recuperação funcional e estilos de vida saudáveis, respondendo às limitações associadas ao envelhecimento e ao isolamento geográfico.
Este modelo de intervenção enquadra-se nas orientações europeias para o envelhecimento ativo e procura dar resposta a territórios marcados pelo envelhecimento populacional e pela escassez de serviços especializados. A par do impacto direto na saúde dos participantes, o projeto inclui uma forte componente de investigação científica, destinada a avaliar a eficácia das intervenções em contexto real.
Segundo a Universidade de Évora, o RECORVHABIT traduz o compromisso da academia com a responsabilidade social e com a investigação aplicada, colocando o saber científico ao serviço das comunidades mais vulneráveis. A criação de um modelo integrador e replicável pretende contribuir para políticas públicas mais eficazes e para a redução das desigualdades territoriais em contextos rurais.
Fonte & Foto: Universidade de Évora