“Eleição” confirma Ricardo Pinheiro na liderança da CCDR Alentejo

Autarcas validaram candidatura única num processo sem surpresa e com críticas políticas de fundo.

A chamada eleição dos novos dirigentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional terminou esta segunda-feira com a previsível escolha de Ricardo Pinheiro para a presidência da CCDR Alentejo. O sufrágio indireto envolveu mais de 10.700 autarcas em todo o continente e confirmou, no Alentejo, uma sucessão sem disputa, alinhada com o acordo político previamente estabelecido entre PS e PSD.

Antigo presidente da Câmara Municipal de Campo Maior e ex-deputado socialista, Ricardo Pinheiro sucede a António Ceia da Silva. No Alentejo, o colégio eleitoral é composto por 1.284 eleitos locais, entre presidentes de câmara, vereadores, deputados municipais e presidentes de junta de freguesia, embora o processo tenha sido marcado por anúncios prévios de não participação por parte de algumas forças políticas.

Segundo a Lusa, o cenário registado no Alentejo repetiu-se na generalidade do país, com os candidatos propostos pelo entendimento entre PS e PSD a serem eleitos em todas as CCDR, à exceção do Norte, onde houve duas candidaturas. Além de Ricardo Pinheiro, foram eleitos Álvaro Santos no Norte, Ribau Esteves no Centro, Teresa Mourão Almeida em Lisboa e Vale do Tejo e José Apolinário no Algarve, confirmando um mapa político definido antes da ida às urnas.

No que respeita à eleição do vice-presidente escolhido pelos autarcas, os dados conhecidos apontam para uma participação parcial. De acordo com informação divulgada no Facebook oficial do vice-presidente eleito, Aníbal Reis Costa, votaram 36 dos 47 presidentes de câmara do Alentejo, correspondendo a 76,59% dos votos, tendo-se registado oito abstenções e três votos em branco.

Apesar da formalidade do ato eleitoral, o processo foi acompanhado por contestação política no Alentejo. O PCP anunciou a não participação dos seus eleitos, considerando que o modelo representa “um passo mais na governamentalização das políticas regionais” e um adiamento da regionalização. Também o Chega assumiu voto de protesto, classificando o sufrágio como “eleições pré-combinadas”, numa crítica direta ao acordo entre os dois maiores partidos.

Fontes: Lusa, Facebook Aníbal Reis Costa | Foto: portugal.gov.pt

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